
Promoção Finalizada. Conheça o vencedor.
Do início de novembro de 2009 até o fim de janeiro de 2010, os leitores do Mapa-Mundi foram convidados a nos contar o maior mico que já passaram durante uma viagem. Não foi fácil escolher. Os resultados incluim muitas histórias "de lascar". Mas depois de ler sobre a lua-de-mel da leitora Tatiana Alves Raymundo Lowenthal, não tive dúvida. Ela ficou presa na varanda do hotel no Cairo, para sair, teve a brilhante idéia de jogar uma cadeira la de cima - do quarto andar - que quase acertou o gerente. Por pouco não foi presa e, depois de tudo, ainda teve vontade de matar o marido a quem culpava pelo episódio. Coisas de viajante. Afinal, tudo pode acontecer quando saimos de casa. Tatiana ganhou um fim de semana de muito luxo e gastronomia cinco estrelas na charmosa cidade de Campos do Jordão, na serra paulistana. O prêmio inclui duas noites de hospedagem, com café-da-manhã, para duas pessoas no maravilhoso Hotel Frontenac. Localizado no centro turístico de Capivari, um bairro privilegiado de Campos do Jordão, onde se situam lojas de grife, choperias e casas noturnas, o hotel é associado à coleção Roteiros de Charme e é recomendado pelo elegante guia Condé Nast, como um dos melhores do Brasil. Além disso, a Sra .Lowenthal será nossa convidada a fazer um verdadeiro tour gastronômico por quatro dos melhores restaurantes de Campos do Jordão. Na sexta-feira, ao chegar na cidade, a aventura gourmet começa com um jantar no Restaurante La Gália, onde a Chefe Maria Thereza promete preparar delícias de seu cardápio internacional contemporâneo, onde o destaque vai para as carnes exóticas. No sábado, a vencedora do Desafio Mapa-Mundi almoça no restaurante Safári, onde o Chefe Randall prepara o fondue mais famoso da região. E, para o jantar, reservamos uma mesa VIP no restaurante Spazio di Paolo. O almoço de despedida no domingo é no Restaurante Lenz Gourmet.
Tatiana Alves Raymundo Lowenthal
Leia na íntegra a história que Tatiana nos contou:
"Meu maior e melhor mico de viagem aconteceu em minha lua de mel e minha primeira viagem internacional - Egito. Chegamos, eu e meu marido no hotel e estávamos encantados com absolutamente tudo o que viamos, inclusive com a hospitalidade dos egípcios.
Feito o check-in, fomos para nosso quarto. A sacada ficava de frente para um cruzamento super barulhento e o banheiro não tinha banheira. Meu marido, quiz ver a vista do terraço. Abriu a porta. Nela havia um desenho de um pernilongo riscado, como proibido (ou seja, a indicação de que existiam muitos insetos no local) e escrito em inglês para manter as cortinas fechadas.
Decidimos pedir, até por ser lua de mel, para trocar de quarto. Eles atenderam prontamente nosso pedido.
Fomos para um novo quarto, com a sacada longe do cruzamento, de frente para a saída do estacionamento do hotel e de um teatro, fechado naquele dia, e com banheira.
Meu marido que adora terraço, me chamou para ver a vista. Foi apenas o tempo de eu passar pela porta, para ela bater. Eu arregalei os olhos e perguntei: você "fechou" a porta? Ele disse "claro, vc não viu o tamanho da placa de proibido para insetos? Imaginou o tamanho dos pernilongos daqui? Temos que deixar a porta fechada!" Eu respondi que era a tela que deveria ficar fechada. E que a porta não abria por fora.
Ele disse claro que abre e... claro que não abria.
Fiquei desesperada, porque faltavam 45 minutos para nosso primeiro passeio e já imaginei passar toda a lua de mel naquela sacada.
E o melhor, o local era deserto para onde dava nossa sacada e começamos a gritar como loucos (e com sotaque horrível, porque nosso inglês era bem meia boca): "-help, help."
Chegamos a gritar fogo também, mas niguém aparecia. Ai meu marido disse, é só ligar na recepção. "Ok, mas você não percebeu que o fone está DENTRO do quarto?", disse. Pensando já em matar o marido, em me jogar de lá, mas era 4º andar, então eu ia me esfolar certamente.
Depois de 30 minutos gritando, apareceu um senhor longe, falando no celular, querendo entrar no carro. Começamos a berrar. Ele, nada.
Foi quando meu marido teve a "brilhante" idéia de jogar uma cadeira de plástico que estava na sacada. Ai sim o cidadão viu nosso desespero. Era o dono do hotel. Ele falava inglês tão bem quanto nós. Ou seja, 10 minutos depois veio uma equipe de 7 funcionários nos resgatar - parecia a SWAT - e passando mal de dar risadas... Resultado: todos os dias em que estávamos no hotel, os funcionários davam gargalhadas quando nos viam e eu ficava vermelha... Apesar do mico (e de querer ter matado meu marido, nos primeiros 30 minutos da lua de mel, esta foi também uma experiência única!"
Desfrutar de viagens inesquecíves é uma arte que não esta a venda.
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