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Monopólios

Fusões entre empresas aéreas tiram o sono dos passageiros
  1. Monopólios

 Uma passagem em classe executiva entre os Estados Unidos e Sydney, na Austrália custa hoje uma pequena fortuna, cerca de US$ 18 mil. São quase US$ 1300 por hora de vôo. Quer saber o porque? Faltam competidores na rota.

 Apenas duas empresas, a americana United e a australiana Qantas, dividem o mercado. Sem competidires, elas mantém o preço das passagem nas nuvens. O mesmo acontece por aqui: desde a saída da Varig do mercado norte-americano, passagens em classe executiva entre o Brasil e os Estados Unidos quase dobraram de preço. E custam cerca de 100% mais caro do que as passagens em classes premium para a Europa.

 Gigantes - Nos últimos anos, o setor de aviação tem sido vítima de um grande movimento de aglomerações entre empresas. Na Europa, a alemã Lufthansa comprou a Swiss. A Air France ficou com a holandesa KLM, e acaba de oferecer uma ninharia para tentar comprar a Alitalia. Nos Estados Unidos, depois de ver empresas como a Eastern e a TWA desaparecerem, e terem suas rotas engolidas pela American Airlines; as gigantes Northwest e Delta estão em fusão. Na América do Sul, a LAN tirou o Chile do seu nome, e se espalhou por três outros países: Argentina, Peru e Equador, acabando com as empresas nacionais dos vizinhos. A Aeroperu fechou e a Aerolíneas Argentinas está praticamente falida.

 Menos vôos, passagens mais caras - No Brasil, a GOL assumiu o controle da Varig. Desde então o grupo já cortou rotas que tinham acabado de ser re-inauguradas - como os vôos para LondresMilão, Frankfurt e Lima.

 No caso da capital peruana, o exugamento da malha aérea fez com que a opção de passagem mais barata entre São Paulo e o Peru sumisse do mercado. Antes, voar entre as duas cidades custava desde US$430, agora US$ 601, no mínimo.

 Na mesma época vimos a BRA desaparecer. Junto com ela, opções de vôos baratos tanto no Brasil, quanto nas rotas que a empresa mantinha para a Europa.

 O resultado desses movimentos de fusão podem ser bons para os cofres das empresas, mas para os viajantes eles não são nada favoráveis. A competição é vital para manter os preços das passagens em níveis razoáveis. E para exigir das companhias aéreas um esforço maior para oferecer de maneira consistente um serviço de boa qualidade.

 Qualidade duvidosa - Nos seus tempos áureos, quando a Varig era exemplo de excelência no setor, as empresa que voam para o Brasil, se esforçavam para manter os passageiros felizes. Hoje, a história é outra.

 Em uma viagem recente ao Oriente Médio, viajei com a Air France e voltei pasmo: vôos atrasados, comida de bordo deplorável, malas perdidas na ida e na volta, funcionários de aeroporto incompetentes, e de bordo mal treinados, assentos quebrados. Tudo uma fatalidade, garantiu a diretoria da empresa. Pode até ser. No entanto, temo que com a continuidade do movimento de fusões e aglomerações, criando companhias cada vez maiores e mais impessoais no setor, as fatalidades venham a se tornar pura e simples realidade. Vamos cruzar os dedos.

 Participe - Você teve alguma experiência ruim em uma recente viagem internacional? Envie seu comentário e conte para nós sua história. Quem sabe podemos ajudar.     Foto: Divulgação  

Enviado por: Administrador
Data de publicação: 12/07/2008 - 00:00


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